Eu tenho tentado partir,
não é tão fácil.
Eu tenho tentado esquecer,
Não é tão simples.
Eu quase consegui... partir.
Doía muito, mas eu quase consegui.
Foi tratado como indecisão, mas era certeza.
O quarto que me abriga é o mesmo que também me aprisiona.
As memorias que parecem ser boas também são ruins.
Dói esconder no quarto tudo que eu sou, dói sair do quarto e viver pra fingir.
Dói viver no quarto, congelada no tempo, escondendo lá dentro a verdade que em outros cômodos é abominação.
Quem eu sou só o quarto sabe, mas eu quero ser livre.
Quero que o quarto seja só um lugar, e eu quero só ser eu, sem me esconder dentro do quarto.
